Bancários entregam a minuta de reivindicações para a Fenaban
Foi dada a largada para a campanha nacional salarial de 2007 da categoria bancária, envolvendo trabalhadores dos bancos públicos e privados. Na sexta-feira, dia 10 de agosto, em São Paulo (SP), o Comando Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro entregou para a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) a minuta de reivindicações aprovada pelos 811 delegados da 9ª Conferência Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro, ocorrido também na capital paulista no período de 27 a 31 de julho.
Entre as reivindicações previstas na pauta estão o reajuste salarial de 10,3% (inflação de 4,5% e aumento real de 5,5%), a criação de um piso salarial para todos os bancários de R$ 1.628,24 (salário mínimo definido pelo Dieese para que o trabalhador tenha atendidas suas necessidades básicas) e Plano de Cargos e Salários em todos os bancos. Os bancários também reivindicam uma Participação nos Lucros e Resultados (PLR) de dois salários e mais uma parcela fixa de R$ 3.500, a ser distribuída de forma linear para todos.
Na minuta de reivindicações deste ano, a novidade é a proposta de contratação de remuneração variável sobre toda a produção da unidade e sobre receita com prestação de serviços.
Os eixos da campanha salarial deste ano são os seguintes: fortalecimento e defesa dos bancos públicos, fim das metas abusivas e do assédio moral, garantia de emprego (ratificação da Convenção 158 da OIT), segurança bancária, PLR maior, isonomia de direitos entre novos e antigos e entre os trabalhadores da ativa e os afastados por motivo de saúde, PCS para todos os bancos, piso do Dieese para a categoria bancária, igualdade de oportunidades, redução dos juros e das tarifas bancárias e ampliação do crédito produtivo.

Campanha nacional dos bancários será lançada amanhã com ato na capital federal
A Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) realiza nesta terça-feira, 14 de agosto, em Brasília (DF), o lançamento oficial da campanha nacional dos trabalhadores do ramo financeiro em 2007. Centenas de bancários se reúnem durante todo o período da manhã e realizam um grande ato em frente aos edifícios-sedes da Caixa Econômica Federal e do Banco do Brasil.
A concentração começa às 8h, quando as caravanas comandadas pelos sindicatos chegarão de todo o Brasil para o ato na capital federal. O início das manifestações está marcado para as 9h.
No mesmo dia, a Contraf-CUT entrega a minuta de reivindicações específicas dos empregados da Caixa, às 10h, e dos funcionários do Banco do Brasil, ao meio-dia. Os bancários continuam mobilizados para um compromisso importante no período da tarde. Às 15h, uma comitiva formada pelos representantes da categoria reúne-se com dirigentes sindicais dos metalúrgicos para juntos lutarem contra o interdito proibitório.
A Contraf-CUT junto com a Confederação Nacional dos Metalúrgicos da CUT (CNM) vão ao Supremo Tribunal Federal impetrar uma Argüição de Descumprimento de Preceitos Fundamentais (ADPF). Com este instrumento jurídico, as duas categorias esperam conter a onda de interditos proibitórios que sempre atrapalham as manifestações na campanha salarial.

Reivindicações específicas da Caixa também serão entregues amanhã
Está confirmado para amanhã (14 de agosto), às 10h, em Brasília (DF), o ato de entrega da pauta de reivindicações específicas definida pelo 23º Congresso Nacional dos Empregados da Caixa Econômica Federal (Conecef), realizado em São Paulo há pouco mais de uma semana. Deverá ser estabelecido, na ocasião, um calendário de negociações em mesas permanentes.
Alguns dos itens constantes da pauta dos empregados da Caixa são a imediata contratação de mais empregados, a criação de um novo Plano de Cargos e Salários para todos, a solução para os problemas do Saúde/Caixa, o fim do assédio moral e da violência organizacional e a extensão do auxílio e da cesta-alimentação para todos os aposentados e pensionistas.
Negociação sobre Saúde/Caixa
Comunicado da Comissão Executiva dos Empregados (CEE/Caixa) também informa que no dia 16 de agosto, às 15h, também em Brasília, ocorre rodada de negociações sobre o Saúde/Caixa. Nesta reunião, representantes dos empregados e da Caixa discutem o pagamento das participações não cobradas no período de março de 2005 a março de 2007, além de outros assuntos.
15 de agosto: Dia Nacional de Mobilização
A entrega das reivindicações na Caixa precede o Dia Nacional de Mobilização que a Central Única dos Trabalhadores vai realizar em Brasília na quarta-feira (15 de agosto). Mais de 15 mil trabalhadores estarão nas ruas de Brasília (DF). O ato político terá início a partir das 10h, e posteriormente haverá a marcha rumo ao Congresso Nacional.
Além da mobilização de rua, a CUT pretende realizar audiências com ministros e parlamentares no período da tarde. Parte significativa da pauta de reivindicações refere-se a ameaças aos direitos dos trabalhadores acenadas pelo governo federal. A CUT cobra a retirada de projetos já encaminhados pelo governo Lula e outros em gestação, e o acolhimento de propostas elaboradas pela Central e seus sindicatos filiados.
Veja a pauta de reivindicações da CUT:
- respeito total ao direito de greve e fim do interdito proibitório. Para tanto, a CUT defende que o governo abandone os projetos esboçados para restringir o direito de greve e ratifique a Convenção 151 da OIT, além de regulamentar um sistema de negociação permanente no serviço público, com participação dos usuários;
- manutenção, pelo Congresso, do veto à emenda 3;
- retirada do projeto de lei que pretende criar as fundações estatais de direito privado;
- manutenção dos direitos previdenciários e inclusão dos trabalhadores que atualmente estão fora do sistema, como forma de fazer justiça social e garantir a sustentação da Seguridade Social. Fim do fator previdenciário;
- reforma agrária, atualização do índice de produtividade e incentivo à agricultura familiar;
- retirada do PLP 01, que pretende "engessar" os investimentos federais na folha de pagamento da União;
- aprovação dos projetos de redução da jornada de trabalho e de limitação das horas extras;
- valorização da educação pública e adoção de um piso salarial nacional digno.