Boletim Especial Fenae
9 de Setembro de 2010

Depois de pressionada pela representação nacional dos empregados, Caixa anuncia contratação de 2.200 novos bancários

A pressão dos empregados para que o quadro de funcionários da Caixa seja ampliado para 100 mil trabalhadores concursados trouxe resultados positivos, em um primeiro momento. Levou a Caixa a divulgar inclusive, durante a negociação específica com o Comando Nacional dos Bancários e com a Comissão Executiva dos Empregados da Caixa (CEE/Caixa), realizada na última sexta-feira, em Brasília (DF), que o Departamento de Coordenação e Controle das Empresas Estatais (Dest) já autorizou a contratação de mais 2.200 empregados.

Apesar de estar abaixo das expectativas da categoria, a ampliação do número de contratações é considerada uma conquista dos empregados da Caixa, que vêm promovendo em todo o país campanhas, manifestações e coleta de assinaturas para alcançar 100 mil empregados concursados na empresa, a exemplo da campanha “Mais Empregados para a Caixa – Mais Caixa para o Brasil”, lançada pela Fenae/Apcefs e pela Contraf/CUT - Seebs. A pressão deve continuar, até que a reivindicação seja totalmente atendida pela Caixa, pois, atualmente, a empresa dispõe em seu quadro de apenas 82 mil empregados concursados.

A negociação da última sexta-feira também discutiu as pendências relacionadas ao Saúde Caixa. Na ocasião, a CEE/Caixa reivindicou uma avaliação do atual método de custeio do plano de saúde e da remuneração sobre o Fundo de Reserva, de modo a aprimorar a aplicação dos recursos. Foram cobradas também a implantação do Plano Família, a criação de representações do Saúde Caixa e Saúde do Trabalhador em todos os estados, bem como subsídios para medicação em caso de patologias graves.

A Caixa ficou de apresentar um retorno sobre esses temas nas próximas reuniões. A extensão do Saúde Caixa para os aposentados que saíram do PADV também foi reivindicada pela representação nacional dos empregados, mas a empresa já sinalizou que não vai atender a essa reivindicação.

Condições de trabalho
As condições de trabalho do empregado da Caixa também foram debatidas. A CEE/Caixa pressionou a empresa para que atenda com rapidez as reivindicações de substituição de mobiliário inadequado, equipamentos de ar-condicionado danificados e outros materiais que não funcionam e que causam prejuízo para a saúde do trabalhador.

A CEE/Caixa denuncia ainda que o processo de unificação das atividades de caixa, exercida pelos empregados da retaguarda das agências (caixa de Ret/PV) foi mal sucedida, sobretudo por levar à realização de quatro ou cinco horas extras diárias dos empregados, contribuindo para o seu esgotamento físico e mental.

Em resposta às reivindicações dos empregados, a Caixa informou que vai instalar em todos as bancas de penhor, até o final de dezembro deste ano, exaustores para recolher os resíduos químicos e proporcionar, assim, um ambiente de trabalho mais saudável.

Segurança
Em relação à segurança dos trabalhadores, foram cobradas a instalação de vidros de proteção nos guichês e a colocação de portas giratórias antes do autoatendimento, além de uma série de outros dispositivos de segurança definidos no chamado “Projeto Agência Segura”, elaborado pela área de segurança da própria empresa. Também é reivindicado aumento no valor da indenização por assalto e proibição de transporte de valores pelo empregado.

Foi feito um debate sobre a importância da Cipa (Comissão Interna de Prevenção de Acidentes). Os trabalhadores reivindicaram eleições em todas as unidades da empresa, incluindo aquelas que possuem menos de 100 trabalhadores.

A empresa informou que 478 agências cumprem as recomendações do “Projeto Agência Segura”. Também registrou que sete agências não têm cobertura no transporte de valores, por questões relacionadas à dificuldade de acesso dos carros fortes, e está estudando alternativas para solucionar este problema.

Calendário de negociações
Duas rodadas de negociação específica estão previstas para os dias 11 e 22 de setembro. Na primeira reunião serão discutidos os itens relacionados à Funcef/aposentados, isonomia, democratização da gestão e outros temas. Na outra, serão debatidos Plano de Cargos Comissionados (PCC), Plano de Cargos e Salários (PCS) e jornada de trabalho.


Negociação entre Comando Nacional dos Bancários e Fenaban será nesta quarta-feira

Está confirmada para esta quarta-feira, dia 9 de setembro, às 15h, em São Paulo (SP), mais uma rodada de negociações entre o Comando Nacional dos Bancários e a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), como parte do calendário da campanha salarial deste ano. Na pauta dessa reunião, os temas da saúde e condições de trabalho, além das cláusulas sociais da minuta mínima unificada.



Até agora, após três rodadas de negociação, os banqueiros não apresentaram nenhuma proposta concreta para as reivindicações dos bancários. Nas duas últimas, por exemplo, a Fenaban demonstrou completa falta de compromisso com a garantia no emprego e nenhuma disposição em assegurar aumento real para os trabalhadores. A resposta a essa intransigência é uma só: mobilização.



Nesta quarta-feira, dia 9 de setembro, às 10h, na sede da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf/CUT), o Comando Nacional dos Bancários se reúne com o objetivo de preparar a rodada de negociação com a Fenaban.


Edição: 12/2009