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12:38h 02.09.10 - Fenae Net
Bancários e banqueiros debatem assédio moral, mas rodada prossegue nesta quinta-feira
Um dos focos é o fim das metas abusivas. Também serão debatidas a saúde do trabalhador e a segurança bancária

O Comando Nacional dos Bancários e a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) realizaram nesta quarta-feira, dia 1º de setembro, em São Paulo (SP), a segunda rodada de negociações da campanha salarial 2010, ocasião em que foram aprofundadas as discussões sobre a implantação de um programa de prevenção de conflitos no ambiente de trabalho, que inclui o combate ao assédio moral. As negociações continuam nesta quinta-feira, dia 2 de setembro, às 10 horas, quando também serão debatidas outras questões relativas à saúde do trabalhador e à segurança bancária.

Na reunião desta quinta-feira, um dos focos das discussões entre bancários e banqueiros será o fim das metas abusivas. Ocorre que, assim como o assédio moral, a política de metas dos bancos é alvo de muitas reclamações por parte dos trabalhadores. Segundo a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf/CUT), a forma como essas metas são instituídas e cobradas é o principal fator gerador do assédio moral. A proposta da representação dos trabalhadores é para que os bancários participem da definição das metas, as quais não podem ser individuais e devem respeitar as limitações das potencialidades tanto dos trabalhadores quanto do mercado.

Na pauta de negociações desta quinta-feira está ainda a ampliação dos direitos dos trabalhadores afastados por motivo de doença, tais como manutenção do salário, auxílio-refeição, cesta-alimentação, pagamento da PLR etc., e abono de falta de bancários com deficiência para manutenção de aparelhos de auxílio.

A insegurança nas agências, que coloca em risco a vida de bancários, vigilantes e clientes, tendo em vista que provocou a morte de 11 pessoas no primeiro semestre deste ano, é outro tema que será negociado com a Fenaban nesta quinta-feira. A reivindicação é de assistência médica e psicológica para as vítimas de assaltos e sequestros, mais equipamentos e medidas de prevenção, adicional de risco de vida de 30%, a exemplo dos vigilantes, proibição do transporte de valores e da guarda das chaves pelos bancários, estabilidade provisória para vítimas de assaltos e sequestros, emissão obrigatória do Boletim de Ocorrência na Polícia e acesso às estatísticas da Fenaban sobre ataques a bancos.

O presidente da Contraf/CUT e coordenador do Comando Nacional dos Bancários, Carlos Cordeiro, entende que a melhoria das condições de saúde e segurança é essencial para tornar o ambiente de trabalho mais saudável e humano. Ele afirma ser preciso um outro banco, que coloque as pessoas em primeiro lugar.

Pelo calendário definido entre bancários e banqueiros na primeira rodada de negociação, em 24 de agosto, o tema emprego e condições de trabalho será discutido nos dias 8 e 9 de setembro e a remuneração, nos dias 15 e 16 de setembro.