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11:53h 01.09.10 - Fenae Net
Protestos fortalecem luta dos bancários contra o assédio moral, as metas abusivas e a falta de segurança
Manifestações atingiram diversos bancos por todo o país, especialmente as capitais. Carta aberta foi divulgada pela categoria bancária

O Dia Nacional de Luta da categoria bancária, realizado nesta terça-feira, dia 31 de agosto, expressou o forte descontentamento dos trabalhadores de bancos públicos e privados em relação ao assédio moral, às metas abusivas e à falta de segurança bancária. Nesse dia, por orientação do Comando Nacional dos Bancários, as entidades sindicais de várias cidades promoveram protestos, manifestações e atividades para debater com os bancários e os clientes temas da mesa de negociação da campanha salarial 2010.

Os protestos e paralisações atingiram unidades de diversos bancos por todo o país, especialmente nas capitais. Levantamento realizado pela Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf/CUT) aponta que foram realizadas atividades nas bases sindicais da Bahia, Brasília, Belo Horizonte, Belém, Campina Grande (PB), Curitiba, Espírito Santo, Jacobina (BA), Mato Grosso, Piracicaba, Piauí, Porto Alegre, Pernambuco, Salvador, Santos (SP), Rio de Janeiro, São Paulo e inúmeras outras cidades Brasil afora.

Para Carlos Cordeiro, presidente da Contraf/CUT e coordenador do Comando Nacional dos Bancários, a campanha salarial 2010 já começou e a participação de todos os trabalhadores é fundamental para a conquista de avanços importantes na negociação com os bancos. Segundo ele, “o assédio moral e as metas abusivas foram considerados prioridades da campanha salarial deste ano por cerca de 80% dos bancários, em pesquisa feita pela Contraf/CUT, acrescentando: “Vamos lutar para conseguir modificar a situação de sobrecarga de trabalho e pressão imposta pelos bancos aos trabalhadores”.

Durante os protestos e paralisações do Dia Nacional de Luta, os sindicatos de bancários divulgaram carta aberta reafirmando o combate ao assédio moral, às metas abusivas e à insegurança nas unidades bancárias.