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Mensagem 006/09

MENSAGEM CONTRAF/CUT – CEE/CAIXA 006/09
São Paulo, 14 de outubro de 2009

 1 INFORMES

1.1 O Comando Nacional dos Bancários e os representantes da Caixa Econômica Federal estiveram reunidos em Brasília, em 13 de outubro, para mais uma rodada de negociações específicas da campanha nacional dos bancários 2009.

1.2 PLR – Na ocasião, a empresa apresentou uma regra própria para o pagamento da Participação nos Lucros e Resultados (PLR), com distribuição alternativa à regra da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban). Também ficam mantidas as mesmas cláusulas propostas em reunião do dia 8 de outubro, ocorrida em São Paulo.

1.3 A proposta da Caixa prevê a distribuição de valores fixos por grupos de cargos, definidos “de acordo com a complexidade das atribuições”, variando de R$ 4 mil a R$ 10 mil. O compromisso é pagar de PLR o que for mais vantajoso para o empregado: ou a regra da Fenaban ou a regra específica da Caixa. Fica prevista ainda a antecipação até o dia 3 de novembro de 2009 de 100% do valor, aplicando a regra básica da Fenaban. A segunda parte seria paga em março de 2010.

1.4 Com base no acordo da Fenaban, os bancários receberiam a regra básica composta de 90% do salário, mais valor fixo de R$ 1.024. Também seria pago valor adicional de 2% do lucro líquido de cada banco, dividido em partes iguais entre os trabalhadores, com teto de R$ 2.100.

1.5 De acordo com a Caixa, por essa regra básica e valor adicional, o empregado receberia até R$ 5.649, conforme expectativa de lucro projetada em R$ 2,13 bilhões para este ano. A regra específica proposta pela empresa prevê pagamento de PLR em valores fixos por grupos de cargos, variando entre R$ 4 mil e R$ 10 mil.

1.6 OUTRAS PROPOSTAS – O banco reafirmou as demais propostas apresentadas anteriormente, tais como a eleição de todos os cipeiros, a contratação de 3 mil novos empregados, a criação de comitês de combate ao assédio moral e a abertura de negociação sobre o Saúde Caixa, entre outros itens específicos.

1.7 DIAS PARADOS – A Caixa seguirá a regra negociada com a Fenaban, com compensação dos dias não trabalhados por motivo de paralisação entre os dias 17 de setembro e 14 de outubro, com prestação de jornada suplementar até o dia 18 de dezembro. A compensação será limitada a duas horas por dias e não pode recair nos finais de semana e feriados, nem incidir sobre horas extras feitas antes da assinatura do acordo.  

2 AVALIAÇÃO

2.1 O Comando Nacional dos Bancários avalia que houve avanços em relação à PLR, uma vez que a expectativa dos empregados era de que os valores de 2009 fossem no mínimo iguais aos da PLR do ano passado, apesar da redução do lucro líquido da Caixa. Nesse caso, a distribuição de valores deveria contemplar melhor os empregados que recebem menores salários, tendo em vista que os bancários realizaram um grande esforço para que o banco atingisse suas metas sociais. Não dá para esquecer que a redução do lucro da Caixa foi em parte em função da política de redução dos juros do governo federal, como forma de enfrentamento da crise financeira mundial.

2.2 Embora apresente avanços em cláusulas sociais e sindicais, a proposta da Caixa para o fechamento do acordo específico na campanha salarial de 2009 é ainda insuficiente. Itens fundamentais, como isonomia e valorização salarial que poderia ser feita por meio da concessão de delta no âmbito do Plano de Cargos e Salários (PCS), não foram contemplados.

2.3 A contratação de 3 mil novos empregados é positiva, mas não resolverá o problema crônico de excesso de trabalho a que está submetido o conjunto dos empregados.

3 ORIENTAÇÕES

3.1 O Comando Nacional dos Bancários orienta os empregados da Caixa a manterem a greve por tempo indeterminado, na expectativa de pressionar a direção da empresa a avançar na proposta de acordo específico, com vistas ao atendimento das reivindicações da campanha salarial deste ano.

3.2 A representação nacional dos empregados entende que a solução para eventuais impasses deve ser buscada de forma negociada. A negociação, aliás, é a única maneira para levar em conta as necessidades apontadas pelos empregados e suas entidades sindicais e associativas.



COMISSÃO EXECUTIVA DOS EMPREGADOS – CEE/CAIXA – CONTRAF/CUT
        “NA LUTA PELA UNIDADE DE TODA A CATEGORIA BANCÁRIA”